Eu não sei como me expressar pra falar o quanto eu sinto a sua falta. As pessoas dizem “Era só um cachorro, e você nem a teve por tanto tempo assim”. É verdade, você se foi em menos de um ano. Eu lembro do dia que eu cheguei do colégio e você tava deitada em cima do sofá dormindo. Era tão pequena, uma bolinha de pelo. Me mordeu inteira, por semanas as marcas dos teus dentes pequenininhos ficaram no meu braço. Eu achava engraçado demais e tão bonitinho. Quando eu te dei um nome, achei ele a sua cara. Nala, a “mulher” do Rei Leão. Você se tornou uma amiga de verdade, pequena. Quando eu acordava cedo pra ir pro colégio, você me acompanhava pela casa inteira enquanto eu arrumava as minhas coisas, e quando eu saia, deitava no sofá e ficava me olhando. Quando eu voltava do colégio, você tava sentada no portão me esperando. Quando eu demorava demais pra chegar em casa, você pulava o muro e sentava na calçada. Até na minha cama você dormia. Se folgava na cama inteira, fazia questão de deitar bem no meio, e eu tinha que ficar deitando de qualquer jeito, pra não te acordar. Ridículo, né? Eu sei. Quando eu ficava no computador tempo demais e depois saia pra brincar com você,  você não me dava bola. Parecia que tava chateada porque eu não tinha te dado muita bola. Quando eu ficava triste e chorava pra caramba quieta no meu quarto, você sempre aparecia e deitava do meu lado. Eu não deixava ninguém te fazer mal. Perto de mim, ninguém jamais encostou as mãos em você com más intenções. Quando eu arrumava minhas coisas pra sair, você ficava deitada na cama me olhando, e quando eu colocava o pé pra fora de casa, tu me olhava com aquela cara de “Vai me deixar aqui sozinha?”. 

Uma semana fora de casa. Não, nem isso. Foram três dias que eu precisei ficar fora pra trabalhar. Eu saí na segunda de manhã e você tava lá, deitada no sofá. Eu te peguei no colo, enchi meu uniforme de pelo, mas você ficou ali comigo por um tempão, quietinha, só recebendo carinho. E quando eu fui sair ainda disse “Se cuida, tá bem? Quando eu voltar te quero em casa”. Tinha medo que você morresse atropelada como sempre acontece com todos os cachorros dessa rua. Sempre dizia pra você se cuidar. Não via problema em conversar com você porque a gente se entendia. E eu te pedi pra se cuidar, e sabia que enquanto eu tivesse foram iam cuidar de você. Três dias. E quando eu ia voltar pra casa, meu celular tocou. Era o meu pai. Fiquei com medo, meu pai nunca me liga. Quando eu atendi, a única coisa que ele disse foi “A Nala morreu. Deram veneno pra ela. Eu não sei quem foi”. Não respondi. Porque alguém ia querer o mal de uma coisa tão pura e inocente? Acabou comigo. Era minha cachorra, minha amiga, minha neguinha. Era pra tu ter se cuidado. Era pra terem cuidado de você. Isso jamais aconteceria se eu tivesse ficado em casa. Me culpo demais por isso. E ainda choro porque sinto sua falta. Querendo ou não, você era minha parceira. Não importa onde eu fosse, se era no quintal ou na China, você tava comigo. Sinto sua falta pra caralho. Às vezes encontro uns pelos seus perdidos pela casa e o desânimo bate, sabe? Porque eu não tenho como te trazer de volta, não tenho como te ter outra vez. Tu foi pra mim o que qualquer ser humano jamais vai ser. (F. for Nala, haha. A minha neguinha)


“Não gosto dessa sensação de estar sempre sozinha, que toma conta de mim a todo momento. Porque, afinal, sozinha literalmente eu não estou. Tem quase 50 pessoas ao meu redor nesse momento, todas elas rindo e falando besteira, e eu to aqui, me sentindo sozinha. Acho que nunca me senti tão deslocada na vida, nem no meu primeiro dia de aula na primeira série. Talvez seja porque quando somos crianças, temos facilidade em nos adaptar a novos ambientes e pessoas… Eu não sei. Ou talvez eu me sinta assim porque, realmente, odeio mudanças. Só me sinto “em casa” nesse lugar, quando vejo meu professor de química do colégio antigo passa pelo corredor. Nem meus amigos eu vejo mais. Se não os vejo, imagina conversar com eles. Sinto falta de quando chegava morrendo de sono no colégio, deitava na carteira e dormia por três aulas seguidas, porque nenhum dos meus amigos deixava os outros me acordarem. Sinto falta de quando eu sentava em cima da minha mesa e aquele garoto que eu podia jurar que me detestava no primeiro ano, vinha me abraçar e se demorava ali, porque sabia que eu gostava de sentir o perfume dele. Sinto falta de implicar com uma das melhores pessoas que eu conheci na vida. Aquele moleque chato, gigante, que quando tinha uma oportunidade, fazia piadinha babaca ao meu respeito e eu acabava batendo nele, resultando em outro tapa, este vindo dele, uma passada de mão onde eu bati, e a típica frase: “Para, Ferrrrrrrrrrrr!”. Sinto falta de dar aqueles conselhos super profundos pras minhas amigas: “ah… manda ele tomar no cu e já era!”. Sinto falta de chegar cedo no colégio e ouvir aquele grito familiar no qual dizia: “Bom dia, maridaaaaa”. Sinto falta de sentar na cantina pra matar tempo e ficar rindo de qualquer merda que aquele bando de babacas falava. Até daquele uniforme horroroso eu sinto falta. Sinto falta de chegar no colégio e ver aquela menina branca feito leite, de olhos azuis e cabelo vermelho, puta da cara porque o namorado, aquele cara babaca que eu disse ser uma das melhores pessoas que eu conheci, tinha feito ou deixado de fazer algo muito bobo e ela havia ficado chateada. Sinto saudade de puxar a cadeira e sentar do lado daquela menina loira de olhos azuis, no qual me chamava de “mãe”, por sermos parecidas, e copiar o dever de casa dela. Sinto falta de implicar com o meu professor de física, porque ele era um enrolado que demorava semanas pra entregar as provas. Sinto falta das professoras puxando o meu saco por eu ser ótima em redação e literatura, mas não sinto falta da professora de gramática me chamando a atenção porque eu havia dormido ou não calava a boca. Sinto saudade dos barracos que rolavam toda vez que a gente tinha que decidir qualquer coisa sobre os jogos. Sinto falta do meu namorado de mentirinha. Sinto falta da menina de nome havaiano, que toda vez que chegava perto de mim, já se preparava pra escutar “Ohana quer dizer família, e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”.
É uma pena eu ter ido embora em um momento em que todos estavam se entendendo, apesar das diferenças. Eu queria poder voltar. Sempre disse que o SENAI era uma merda e que eu detestava aquele lugar. Não sabia a besteira que tava falando. Agora, quando meu novo professor de matemática me chama de “Garota SENAI”, eu sinto um orgulho gigante. É chato ver todos aqueles planos de formatura indo embora. Até uns meses atrás eu ia me formar com os meus amigos, e agora eu nem se quero me formar. Não sinto nem um pouquinho de vontade de me formar com esse bando de desconhecidos esnobes que estão prontos pra foder com a sua vida na primeira oportunidade que encontrarem. Sei que aqui eu jamais vou encontrar uma Dhuda, uma Amanda, uma Beatriz, um João, um Effting, uma Ohana, uma Joana, um Beuli, um Rafael e até mesmo um Guilherme, nesse lugar. 50 manés ao meu redor não substituem os 36 babacas de azul que ficaram no lugar de onde eu vim. Sinto falta de ser literalmente 1M. Dava tudo pra largar os marronzinhos e voltar pros smurfzinhos. Sim, agora eu sou uma “tupyntinha”, mas uma coisa é garantida: uma vez 1M, sempre 1M.”
— Meu pequeno grande desabafo sobre meus problemas de adaptação no colégio novo. Pessoal pra caralho.

Olha, eu tenho algumas coisas pra te dizer. Primeiro, antes de tudo, eu espero que você entenda que eu te amo e não é pouco. Por segundo, eu gostaria de dizer que nos últimos tempos é você quem tem me feito sorrir. E por terceiro, eu gostaria de dizer que, infelizmente, você tá namorando a pessoa mais ciumenta do mundo. Eu não sinto ciúme porque eu quero, ou porque acho bonitinho, ou qualquer merda assim. Ciúme não é uma coisa que eu possa controlar. Faz parte de mim. Quando eu vejo… Pronto, fodeu. Eu sei que tu não curte meu ciúme. Nem eu curto. Mas o que eu posso fazer? A culpa disso tudo é sua. Devia ficar bem quietinho sobre certas coisas, e a gente evitaria esse monte de desentendimento. Aliás, ou você aprende a lidar com o meu ciúme, ou simplesmente vá procurar outra namorada. Porque eu não ser não sentir ciúme. Não sei guardar pra mim. Não sei fingir que nada tá me incomodando. É claro que eu me incomodo. Ou tu acha que eu vou ver um bilhão de garotas dando em cima de você, e vou simplesmente rir e achar graça? Eu confio em ti, confio mesmo. Só que eu não confio nelas. E pelo amor de Deus, não duvida do meu amor por você. Acha que se eu não te amasse, sentiria ciúme de ti? Ou ficaria madrugando todo dia pra falar com você? Me poupe, viu. Eu sei que não é fácil lidar com isso, e eu até tento me controlar, mas não dá, sinceramente. É chato demais isso. Mas isso só acontece porque eu te amo, da pra entender? “Eu te amo é pouco pro que eu sinto”. É… eu te amo, sabe? E não é pouco, muito menos passageiro. 


Você é uma rainha, mãe. Ou melhor, a minha rainha. Por mais que eu esqueça isso na maior parte do tempo, você é e sempre vai ser uma. E como toda bela rainha a senhora deu conta de criar todos os seus filhos ingratos, briguentos e resmungões de um jeito que eu duvido que qualquer mãe no mundo consiga fazer. E sabe, eu nem sei porque eu estou escrevendo isso sendo que eu jamais vou ter coragem pra te mostrar. Acho que é saudade. Faz dias que eu não apareço em casa. Faz dias que eu não chego reclamando do calor e dizendo “Que fome. O que tem pra comer?” e você me respondendo “Oi pra você, também”. É, é saudade. Por mais que quando eu esteja em casa a gente nem fique muito perto e só se fale pelo facebook, eu sinto sua falta quando eu tô longe. Porque mãe, mesmo a gente estando separadas por alguns passos, eu sei que eu posso sair do meu quarto e ir falar com você, nem que seja só por falar. Sei que eu posso sentar do seu lado no computador só pra ficar vendo o que você tá fazendo, exatamente como você quando quer me irritar. Poxa mãe, quando eu tô perto de ti nem faço muita questão de falar contigo ou sei lá, ir te ajudar a recolher a roupa do varal. E agora que eu tô longe(ok, são só alguns quilômetros e nada que uns 3 ônibus não acabem com a distância), eu vejo como essas coisas bobas podem significar pra mim. Hoje eu me peguei rindo, porque eu já to aqui toda calada porque sinto sua falta, imagina o dia que eu tiver que ir embora de casa? Espero que esse dia demore a chegar, sinceramente. 

Quando você me ligou há uns dois dias atrás, toda preocupada, mandando eu me cuidar na hora de ir pro colégio, eu desabei a rir. Porque a senhora nunca me fala nada sobre me cuidar ao ir pro colégio, ou comer direito, ou qualquer coisa assim. E quando eu estou aparentemente longe, você já fica toda escamada. Foi um tapa na cara pra mim, de verdade. Porque com tanto filho, e com tanto problema, eu sempre acho que tu não me dá muita atenção. Não que eu reclame, porque eu também não dou a atenção que você merece e tudo mais. 

Acho que o que eu mais sinto falta quando tô longe é da sua comida. Não existe nada melhor do que comida de mãe, né? Sinto falta também dos teus ataques, tipo “Essa casa tá uma bagunça! Fernanda, o que a tua mochila tá fazendo no meio da sala? E esse tênis no meio do corredor? Acho bom tu vir juntar logo se não eu vou jogar tudo no meio da avenida!”. Perigo tu brava, né mãe. Briga, briga, briga, depois cai no choro e vem pedir desculpa. Sua coração mole. Eu odeio te ver chorar. Me mata por dentro. E o engraçado é que eu sempre vejo. E sempre pelo mesmo motivo. Odeio quando as brigas lá de casa acabam em choradeira. Sempre acabam. E brigam sempre por motivos ridiculamente banais. Devem brigar tanto porque é muita gente embaixo do mesmo teto, sei lá.

Apesar de tudo, eu só quero dizer que eu acho que nem em mil vidas eu teria uma mãe tão… compreensiva. E legal. E que me desse dinheiro sempre que eu pedisse. Brincadeira. E que conseguisse amar tanto quatro filhos retardados que só sabem brigar. Tu é foda, namoral. Como consegue ser tão perfeita? Mãe… Eu te amo, tá? Mesmo nunca dizendo isso pra ti. Amo pra caralho, sua linda.


#pessoal  

Eu comecei a escrever um texto pra você há uns dias, e não consegui terminar. Eu mudei tudo nele, trocava as palavras, reescrevia, fazia o caralho a quatro, mas não conseguia terminar. É difícil achar as palavras certas pra escrever sobre você ou pra você. É porque, bom, talvez eu tenha medo de falar algo e você acabe bravo comigo, ou qualquer coisa do tipo. Tudo isso, todo esse medo ridículo, existe porque eu te amo. Sim, amo. Não é aquela coisa que eu costumo chamar de “fogo no rabo”. É amor. E começou de um jeito tão… inesperado, né? Por uma besteira, eu acabei te conhecendo, a gente acabou virando amigos, e eu acabei te amando. E sabe, eu não me arrependo. Porque você se tornou alguém importante pra mim, essencial. Eu sinto sua falta quando a gente não se fala. Eu fico chateada, magoada, angustiada, quando você começa a agir de um jeito diferente comigo. Me pergunto o tempo todo “O que será que eu fiz?” quando você fica assim. É… Eu te amo. E não é pouco, tampouco passageiro. (for him)


Hoje eu parei pra pensar em você. Pra pensar em nós dois e em tudo que a gente viveu junto. Foi difícil entender o porque de tudo ter acabado, sendo que a gente se dava tão bem. Mas acabou. E só me restou aceitar. Amor assim não morre, mas fica mais fraco a cada dia que passa. E apesar de eu ainda te amar tanto, eu aceitei que eu e você nunca mais seremos nós. Eu percebi que nunca mais as coisas seriam as mesmas quando eu ouvi aquela música que você dizia ser tão nossa, e não senti nada. Percebi que tudo tinha mudado quando eu li seus textos antigos, e não senti nada. E agora eu vejo que realmente acabou, porque eu tô aqui escrevendo sobre você, e nenhuma lágrima sequer, caiu. É doloroso aceitar o fato de que uma coisa tão bonita, já não é mais a mesma. Era amor. É amor. E eu sei que se um dia desses você aparecer, meu coração vai voltar a disparar, eu vou tremer por inteira, e vou suar frio, como sempre aconteceu. Mas eu jamais vou voltar pra você. Você teve por um bom tempo uma parte de mim que talvez mais ninguém chegue a ter um dia. Você me ensinou a amar. Me mostrou o quanto isso é bonito e maravilhoso, mas também me mostrou o quanto isso pode ser doloroso quando chega ao fim. Eu te amei. Eu ainda te amo. E tenho plena certeza de que esse amor jamais vai acabar, apesar de ter todos os motivos pra isso. Mas eu e você? Isso já acabou faz algum tempo, mas eu custei a aceitar. E quer saber? Quero que o nosso ‘nós’ não exista nunca mais. (shuffelin-shuffelin for him)


#pessoal   #fer   #vei   #psé   #mt vdd  

Eu disse que te amava de intermináveis maneiras. Quando fiquei acordada até tarde contigo só te ouvindo falar e resmungando resposta pra não te deixar no vácuo. Quando ri daquelas suas piadas idiotas. Quando correspondi as suas brincadeiras de mal gosto. Quando lavei sua louça. Quando fiz chapinha no seu cabelo. Quando amarrei seu tênis. Quando te ajudei no dever de casa. Quando deixei você me maquiar. Quando disse que mataria o moleque lá porque ele te magoou. Quando disse que esfaquearia sua “melhor” amiga se ela te fizesse mal de novo. Quando entrei no seu fake e escrevi no seu perfil. Quando dividi avatar contigo no fake e no facebook. Quando bati foto com o cartaz do Planeta dos Macacos com você. Quando deixei você bater minha bolinha no estacionamento do shopping. Quando deixei você mexer no meu computador. Quando deixei você me abraçar na hora de dormir. Disse que te amava de tantos jeitos diferentes… E agora os únicos meios de eu dizer que te amo são esses: eletrônicos. Recado em fake, publicação em mural, texto em tumblr, um simples “eu te amo” por telefone… Só assim. Sabe quantas vezes eu fui dormir chorando, só por lembrar do nosso último abraço? E daquela sua frase que eu acho que nunca mais vou esquecer? “E não é que eu tô indo mesmo?”. Eu sinto tanta saudade. Eu não tenho mais nem vontade de sair, porque sei que tu não vai estar junto. Sei que você não vai estar nos meus momentos de alegrias e tristezas, e isso machuca demais cara. Eu sei que poderia te ligar chorando quando estivesse magoada, ou te ligar só pra falar besteira. Mas dói tanto só falar contigo assim, por telefone. Eu sinto falta de ti aqui deitada comigo, perguntando qualquer merda, só pra me manter acordada contigo. Acho que o tempo vai demorar a passar até eu te ver de novo. Mas eu espero que você não esqueça o quanto eu te amo, e o quanto eu sinto a sua falta. Espero que você não esqueça que “brimas” significa que isso vai ser eterno. Espero que você não esqueça que todo esse amor jamais vai morrer. Espero que você não esqueça de mim e do meu abraço. Espero que você também não esqueça do meu endereço, porque eu estou aqui, esperando você voltar pra casa. (shuffelin-shuffelin pra melhor irmã do mundo.)


Mais um ano, hein? Quem diria que a gente ia chegar até aqui. Mas a gente chegou e eu não me arrependo de nada. Cada segundo, cada “separação”, cada palavra trocada, cada demonstração de amor, tudo isso junto, valeu muito a pena. E apesar de tanto tempo que já se passou, eu ainda continuo parecendo aquelas pirralhas apaixonadas, sabe? Porque eu fico sem graça toda vez que você me dá oi. Meu coração dispara sempre que você entra no msn. Eu fico sorrindo com cada palavra que você me fala (exceto aquelas que você fala pra me fazer chorar, sabe né?!). Quando eu recebo SMS, eu sempre fico na esperança de que seja sua, sabia? Eu sei que tudo isso é bobo demais. Mas é incrível o jeito que você me deixa, mesmo depois de tanto tempo. E todas essas coisas me fazem perceber que isso é verdadeiro, sabe? Que tudo isso é mais real do que devia. Porque começou com uma brincadeira, e ficou tão sério. Eu não me arrependo. Nunca me arrependi. Sei que tudo isso é amor de verdade, e é pra sempre. Não importa o que você diga, o que eu diga, o que a gente faça e essas coisas, eu sempre vou pertencer à você. E eu espero que esses três anos sejam os três primeiros de muitos que estão por vir. Eu amo você. Independente de qualquer coisa. Sempre. Feliz dia 21. Feliz 3 anos. 

(shuffelin-shuffelin for him.) 


Hoje eu fui lá na sua casa, sabia? Minha mãe foi até lá e eu resolvi ir junto. Na moral, não sabia a merda que tava fazendo. É estranho entrar naquela casa sem você lá. Fica tudo num silêncio. Engraçado, porque quando você tava aqui, a gente chegava a pedir pra você parar de falar um pouco, porque você não calava a boca. E agora eu percebo a falta que você faz. Engraçado porque, quando a gente têm as coisas, não dá muito “valor”, né? E agora que você foi embora, eu to aqui, sentindo sua falta. Eu passei pela porta do seu quarto, e ele tava vazio. As portas do guarda-roupa abertas, a cortina fechada e a cama arrumada. Não tive coragem de entrar lá dentro. Sabia que se entrasse, ia acabar chorando. E sabe aquela sua estante com livros. Eu olhei pra ela e vi que seus livros continuavam lá. Eu não sabia se trazia pra casa e guardava eles pra você, ou se deixava lá. Fiquei na duvida, e acabei os deixando. Outra hora eu pergunto pra você o que quer fazer com eles. Eu olhei tudo. Tinhas roupas prontas pra serem colocadas em malas, pra serem levadas embora. Tinha brinquedos do João espalhados pela casa, e alguns guardados. Tinha uma flor em cima da mesinha de centro. Tinha sua mãe, seu irmão, sua casa, suas coisas, mas não tinha você. Você mal foi e eu já choro o tempo todo de saudade. Não sei como vou aguentar tanto tempo, de verdade. Mas logo, logo eu vou te ver. Antes de você ir de vez pro outro lado do país. Como eu já disse antes, mais de 3 mil km. Espero que enquanto você esteja longe, saiba se cuidar sozinha. E aguenta firme, porque cada dia que passar, vai faltar menos tempo pra você voltar. Eu amo você, tá bem? Nunca esqueça disso.

(shuffelin-shuffelin for you-maybeworth. Sim, de novo. E quantas vezes forem necessárias.)


Quando a gente bateu essa foto, eu sabia que eram minhas últimas horas com você. Sabia que logo você ia embora e eu ia ficar aqui “sozinha”. Mas a ficha não tinha caído ainda, sabe? Porque você ainda tava ali comigo, rindo, falando besteira, xingando todo mundo, mandando eu ir me foder, e todas essas coisas. Eu sabia que era um dos nossos “últimos dias”. Cara, eu nunca me separei de ninguém. Nunca doeu tanto ter que ficar longe de alguém que eu já tive perto. Porra Rafa, cinco anos? Como eu vou aguentar até lá? São 3.163 quilômetros daqui até o Recife. Um dia e meio de viagem de carro. E 30 dias de viagem a pé (EU TE AMO, MAS JAMAIS IRIA DAQUI ATÉ O RECIFE A PÉ, FLW). É longe demais cara. Eu não posso mais sair do colégio e ir almoçar na sua casa. Ou te ligar no sábado à tarde pra ir no cinema. Ou simplesmente te incomodar a semana inteira pra você vir dormir aqui comigo. Vou ter que esperar muito tempo pra isso. Mas eu espero que nesses cinco anos (ou mais porque eu nunca vi obra do governo atrasar tanto, credo) você não me troque por ninguém. Não arrume outra Fernanda pra me substituir. Ou qualquer coisa do tipo. Espero que todo dia, antes de dormir, você se lembre de que eu tô aqui em Joinville, esperando você voltar. Rezando pra que o dia de você voltar chegue logo. Cara, eu chorei. Na verdade, eu to chorando. E dessa vez não é de tanto rir das suas brincadeiras sem graça, ou das suas babaquices. Eu to chorando porque você se foi. Lembra quando você me abraçou aqui em casa? Você me apertou, escondeu o rosto na minha camiseta e disse “E não é que eu to indo mesmo?”. Meu mundo desabou, Rafa. Nunca me segurei tanto pra não chorar como naquela hora. Eu sei que você vai voltar. E eu to aqui, esperando por você. Grandes amizades tem tendencia a crescer mais ainda com a distância. E eu espero que a nossa seja assim. Eu tô aqui cuidando de você. De longe, mas tô cuidando. E é pra cuidar de você que eu vou passar aquelas duas semanas de férias no Recife, você sabe, né? Tô abrindo mão de muita coisa pra poder ir praquele fim de mundo te ver. Eu te amo, baixinha. Não esquece disso um só dia, tá bem? Se lembra que tem alguém aqui longe, QUE TA USANDO SEU ANEL, que ama você demais.

(shuffelin-shuffelin for you-maybeworth =[)